Contas Abertas participa de maratona de combate à corrupção

em Corrupção | 03.06.2017

A Contas Abertas é uma das entidades convidadas para participar da 3ª edição do 'HackFest Contra a Corrupção', promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A maratona de programação tem como objetivo ser um promotor da geração de conhecimento para o enfrentamento à corrupção e melhoria da gestão pública pelo controle social.

O evento acontecerá no período de 9 a 11 de junho, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. A maratona visa ainda produzir ferramentas tecnológicas a serem utilizadas pela sociedade e estimulando a participação colaborativa e voluntária dos atores sociais, além de proporcionar a replicabilidade do evento.

Além do secretário-geral da Contas Abertas, Gil Castello Branco, estão confirmadas as presenças de Marlon Reis, autor da Lei da Ficha Limpa, o procurador Fábio George Cruz da Nóbrega, o promotor e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu, e, o procurador de contas do Ministério Público junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira.

De acordo com o regulamento da HackFest, foram disponibilizadas 160 vagas, sendo que 60% delas são destinadas prioritariamente para estudantes ou profissionais que declararam possuir experiência em Tecnologia da Informação (TI): candidato que já concluiu ou está em andamento em cursos na área de TI ou ter participação anterior em projetos de desenvolvimento de software.

As demais vagas são preenchidas por estudantes e profissionais de outras áreas, como Direito, Contabilidade, Gestão Pública etc., que possam contribuir nas equipes para a concepção e desenvolvimentos dos aplicativos. As vagas serão preenchidas observando-se a data da solicitação de inscrição e a vinculação acadêmica ou profissional do inscrito, visando uma pluralidade de participação no evento.

Equipes

Durante a maratona de programação, os participantes formarão equipes visando a produção de softwares para uso em computadores ou celular que possibilitem o controle social, com o objetivo de combater a corrupção ou melhorar a gestão pública. Os softwares podem ser aplicativos, sistemas web ou jogos, desde que sejam projetados para serem disponibilizados ao público sem pagamento de qualquer valor, e que tenham seu código fonte disponibilizado em repositório público com licença de software livre. A produção de softwares será em duas linhas temáticas: melhoria dos serviços públicos; e combate à corrupção e acompanhamento da aplicação dos recursos públicos.

A melhoria dos serviços públicos contempla iniciativas que contribuam para os serviços prestados pelos entes governamentais, participação do cidadão na formulação e avaliação de políticas públicas, iniciativas que contribuam para facilitar o acesso e utilização dos serviços públicos pelo cidadão, avaliação do atendimento prestado por servidores públicos e agentes políticos, além do fomento à ética e à cidadania.

Já o tema de combate à corrupção e acompanhamento da aplicação dos recursos públicos contempla iniciativas que estimulem o controle social para prevenção e combate à corrupção e demais irregularidades, por meio da análise ou compartilhamento de dados, envio de denúncias, especialmente em situações de execução de obras, compras governamentais, execução de programas de governo (nas áreas da Saúde, Educação, Assistência Social etc.), eleições, arrecadação de tributos, renúncia fiscal, dentre outras.

Cada grupo, terá no mínimo quatro integrantes e no máximo oito, deverá escolher um coordenador, que será responsável pela interação do grupo com a Comissão Organizadora. Os participantes devem dispor de seus próprios equipamentos (no mínimo, um laptop com conexão wireless) para a realização das atividades. Os projetos apresentados devem ter seu código fonte desenvolvido durante o evento. Não é permitida a participação de um projeto já em desenvolvimento anteriormente ao Hackfest.

Etapas

A 3ª edição do 'HackFest Contra a Corrupção' terá duas etapas principais. A primeira delas, de 9 a 11 de junho, será a realização de eventos de desenvolvimento de softwares (evento máster) e fomento à cidadania (eventos satélites), no Espaço Cultural. A segunda etapa acontece a 18 de agosto, com a realização do evento para a entrega da premiação e disponibilização à sociedade dos melhores softwares desenvolvidos, programada para o Centro Cultural Ariano Suassuna, localizado no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE).

Serão distribuídos medalhas e certificados de premiação. As dez equipes finalistas serão premiadas em ordem de classificação estabelecida pela Comissão Julgadora da seguinte forma: equipes medalha de ouro (serão premiadas até três equipes), equipes medalha de prata (serão premiadas até três equipes); e equipes medalha de bronze (serão premiadas até quatro equipes).

A Comissão Julgadora será composta por 15 integrantes, sendo que o Ministério Público da Paraíba, a Controladoria Geral da União na Paraíba, o Tribunal de Contas da Paraíba, a Universidade Federal da Paraíba, a Universidade Federal de Campina Grande e o Centro Universitário de João Pessoa terão direito a duas vagas cada um; já a Controladoria Geral do Município de João Pessoa, o IESP Faculdades e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica terão uma vaga cada um.

A Comissão Organizadora do evento é composta pelos seguintes membros: Octávio Celson Gondim Paulo Neto (promotor de Justiça do MPPB), Gabriel Aragão Wright (Controladoria Geral da União – Regional Paraíba), Fábio Oliveira Guerra (Tribunal de Contas da Paraíba), Marcos Vinícius Ferreira Cesário (Ministério Público da Paraíba) e Inez Cândido Borges da Silva Leite (Ministério Público da Paraíba).