Funcionário fantasma, filho de Waldir Maranhão ainda deve R$ 261,4 mil aos cofres públicos

O filho do parlamentar, Waldir Maranhão (PP-MA), que presidiu a Câmara dos Deputados no ano passado, Thiago Maranhão ocupou de maneira fantasma cargo comissionado no Tribunal de Contas do Maranhão. A Presidência da Corte determinou o ressarcimento de R$ 565,2 mil aos cofres públicos. No entanto, apenas R$ 303,8 mil foram pagos até janeiro deste ano.

Thiago Maranhão foi exonerado do cargo e pediu o parcelamento na devolução de recursos. Ao todo, o médico teve cargo no Tribunal por três anos. Thiago Maranhão foi nomeado em 19 de novembro de 2013 assessor do então presidente do TCE/MA, Edmar Cutrim, com salário de R$ 6.529,85. Ele também recebia, todos os meses, auxílio-alimentação no valor de R$ 800,00.

Segundo a denúncia, no entanto, enquanto era remunerado por função comissionada de expediente diário em São Luís, o filho do presidente da Câmara concluiu residência médica (2011-2014) no Rio de Janeiro, trabalha no Instituto Dante Pazanezzi e faz pós-graduação em São Paulo.

Os dados foram fornecidos pelo atual presidente do TCE maranhense, conselheiro José de Ribamar Caldas Furtado, em resposta à representação formulada pela Associação Contas Abertas e pelo Instituto de Fiscalização e Controle (IFC).

Em julho de 2016, as entidades foram signatárias de representações que solicitavam a apuração da existência de crime contra o patrimônio público e improbidade administrativa no caso do filho do presidente (interino) da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP/MA). O objetivo era dirigir as investigações não apenas ao acusado, mas também ao conselheiro Edmar Cutrim, que o nomeou.

Em relação a Cutrim, no entanto, a Corte se limitou a dizer que a narrativa de possíveis irregularidades cometidas por membros do Tribunal, é matéria afeta à competência da Corregedoria do TCE-MA.

 


Publicada em : 02/03/2017

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